terça-feira, 9 de março de 2010

QUAL É O TAMANHO DE SUA FÉ?

Mc.13:31,32 – “O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem pegando dele semeou em seu campo: o qual é realmente a mais pequena de todas as semente.”
Admiramos as pessoas de grande fé e que se exultam das conquistas alcançadas através dela, e ficamos nos interrogando: por que nossa fé é tão pequena?
A resposta está dentro do próprio evangelho que nos aponta e compara a fé com o pequeno grão de mostarda. Em outro trecho da bíblia está escrito: a fé vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus (Rom.10:17).
Não existe nenhum mistério, apenas a regra estabelecida desde o princípio é que temos que buscar, dentro da Palavra de Deus, o alicerce para firmarmos a nossa fé. Estabelecido tal parâmetro, podemos dar início a uma nova vida de esperança.
Hb.11:1 – “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam; é a prova das coisas que não se vêem.”
Não importa o tamanho da nossa fé. Jesus, ao ser inquerido pelos seus discípulos porque eles não haviam conseguido expulsar o demônio de um lunático, lhes falou:
Mt.17:20 – “Por causa da sua pequena fé; porque em verdade vos digo se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá – e há de passar, nada vos será impossível.”
Depois que esta semente está plantada dentro do nosso coração, o processo de crescimento vai acontecendo à medida que exercitarmos nossa fé.
Mt.4:32 – “Mas tendo sido semeado, cresce; e se faz maior que todas as hortaliças e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves dos céus podem aninhar-se debaixo de sal sombra.”
Quando nossa fé é exercitada podemos servir de sombra e abrigo aos que tem menos fé, ajudando-os a permanecer em Deus.
Dentro da Palavra de Deus temos o aval, a garantia que podemos caminhar pelas águas ou sobre o fogo.
Is.43:2 – “Quando passardes pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão, quando passardes pelo fogo não te queimarás, nem a chama arderá em ti.”
Temos que nos conscientizar que sem fé é impossível agradar a Deus!
Hb.11:6 – “Sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus, creia que Ele existe, e que é galardoador dos que O buscam.”
Portanto, se acharmos que o tamanho de nossa fé é pequena, que possamos falar como os discípulos ao serem despertados para a realidade de sua falta de fé:
Lc.17:5 –“Senhor, acrescenta-nos fé.”

domingo, 7 de março de 2010

REFREANDO A LÍNGUA

Tg.1:26 – “Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes engana seu coração, a religião desse é vã.”
No livro de Tiago também está escrito que nós colocamos um freio na boca do cavalo para conseguirmos dominar todo o seu corpo, e nós, seres racionais, temos habilidade e poder para também dominar nossa língua!
Mt.12:37 – “ O homem bom tira boas coisas de seu tesouro, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Mas digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado.”
Estes versículos sempre me chamaram a atenção. Todas as vezes que os leio, vem em minha mente como precisamos policiar aquilo que dizemos. Embora as palavras frívolas que saem de nossa boca não expressem o desejo profundo de nosso coração, estas podem ferir profundamente a quem amamos. Geralmente, usamos de maior rudeza com quem temos maior intimidade, e é aí que erramos. Com pessoas estranhas, mantemos um certo verniz e engolimos sapos, pois desconhecemos o revide, mas com nossos queridos usamos a espada afiada de nossa língua e somos cruéis.
Pv.12:18 – “Há alguns cujas palavras são como ponta de espada, mas a língua dos sábios é saúde.”
Palavras de desânimo e de derrota interferem no destino das pessoas. Se analisarmos o que determinou na vida de muitos, veremos que a ferida não cicatrizada em suas mentes foram palavras ditas por seus pais, mestres, parentes e amigos que não tiveram sabedoria:
- Menino, você não presta para nada!
- Menino, como você é burro, não aprende nunca!
A língua, este pequeno membro, pode incendiar uma floresta (Tg.3:5).
Se conseguirmos refrear nossos impulsos de irritação momentânea e pensarmos na conseqüência que pode advir de uma palavra mal colocada, estaremos agindo de acordo com os princípios de Deus.
Precisamos pensar também que um dia teremos que prestar contas com o Justo Juiz de todas as palavras vãs que dissemos, e procurar diminuir nosso débito, tentando corrigir e os nossos ditos “mal ditos”. A disposição de Deus, diante de nosso arrependimento, é de nos perdoar, façamos então esta oração:
Sl.19:14 – “Sejam agradáveis as palavras de minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor.”

quinta-feira, 4 de março de 2010

BUSCAR A DEUS EM PRIMEIRO LUGAR

Mt.6:33 – “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”
Quando estamos angustiados diante de alguma perspectiva de mudança, temos um recurso infalível: buscar a Deus.
A oração tem o poder da salvação, da cura, da libertação.
Em momentos de crise a regra básica é buscar primeiramente o reino de Deus. Não busque o que está lhe faltando, mas busque simplesmente a Deus, que as demais coisas vos serão acrescentadas!
Mt.26:36b – “Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar.”
Jesus estava enfrentando a angústia e o peso em seu coração diante da proximidade dos acontecimentos vindouros; apesar da consciência do propósito do Pai.
Mt.26:41 – “Vigiai e orai para que não entreis em tentação: na verdade o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”
Nossa carne treme diante de situações que não temos o controle, nossa resistência é minada e entramos em conflito entre nossa carne e nosso espírito, mas, se permanecermos na presença de Deus, todas as nossas dúvidas serão dissipadas. Creia, pois Ele fará.
As orações precisam ser feitas sem fingimento ou auto-piedade. Diante de Deus, maquiagem não resolve; um coração sincero e contrito jamais será desprezado.
Alguns passos para obtermos eficácia em nossas orações e a oração do Pai-Nosso é o nosso modelo, mas há varias formas individuais de orarmos a Deus, pois diante Dele somos únicos.
Mt.6:5 – “Quando orardes não sejais como os hipócritas.”
Mt.6:6 – “Entra no teu quarto.”
Deus responde as orações que fazemos no secreto de nosso quarto, pois é nesse momento de total intimidade que recebemos toda a sua atenção.
Mt.6:12 – “Perdoa as nossas dividas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.”
No momento que confessamos nossos pecados recebemos o perdão e liberamos nossos inimigos, estamos com o canal aberto para recebermos as respostas de nossas orações.
Não podemos esquecer das ações de graças e da adoração, porque é nesse momento que reconhecemos quem Ele é. Este esquema sempre funciona quando queremos atingir o trono de Deus.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

AS DEZ PRAGAS DO EGITO

Faraó, rei do Egito, escolheu José, um dos filhos de Jacó, para ser administrador de todas as suas riquezas, dando-lhe o cargo de primeiro-ministro, por perceber que José era um homem capacitado.
Quando houve grande fome naquela região, José convidou seu pai e seus irmãos a se mudar para aquela terra próspera, da qual era administrador. Nesse tempo, sua família era composta de 72 pessoas.
As dez pragas do Egito foram um acontecimento marcante na história do povo hebreu. Este povo foi escravizado por 400 anos no Egito pelos sucessores do Faraó que acolhera José.
Como tornaram-se numerosos, e temendo que tomassem o poder, os sucessores do Faraó a cada dia os oprimiam mais, inclusive deixando de fornecer o material para a confecção de tijolos. A maioria dos hebreus trabalhava em grandes projetos de construção.
Ex.5:7 – “Daqui por diante não torneis a dar palha ao povo, para fazer tijolos, como antes; eles mesmos que vão e ajuntem para si a palha”.
Clamaram ao Senhor, que levantou Moisés para libertá-los das mãos de Faraó.
As pragas do Egito desenrolaram-se como intervenções pontuais de Deus para mudar a mente do Faraó, dando livramento ao povo hebreu.
Os deuses do Egito eram numerosos, e as pragas foram planejadas como visitações tanto sobre os egípcios como sobre seus deuses. Foi a forma que Deus usou para confrontar Satanás e suas hostes malignas, envergonhando o inimigo, representado por Faraó, e usando Moisés como intercessor, representando Jesus.
Podemos classificar as pragas em:
1) Repugnantes – água suja de sangue, rãs, piolhos.
2) Dolorosas – úlceras, moscas que picavam, praga dos animais.
3) Apavorantes – chuva de pedras, gafanhotos, trevas.
4) Devastadoras – a morte dos primogênitos.

Os homens tentam explicar cientificamente estes acontecimentos como conseqüência lógica de uma inundação anormal do Rio Nilo. Sabemos que só Deus, em sua soberania, pode justificar tais fatos.
As promessas do Senhor são eternas, e, baseadas nelas, vemos a promessa feita a Abraão e sua descendência:
Gn.15:13,14 – “Então lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por 400 anos. Mas também julgarei a gente a que tem que sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas.”
Nem mesmo as nove primeiras pragas, por mais aterradoras que fossem, puderam comover o coração não regenerado e endurecido de Faraó, que não queria perder esta mão de obra barata e produtiva.

A seqüência das dez pragas vai de Êxodo 7:14 a Êxodo 12:30.
1ª.) A água transformada em sangue – Osíris e Ísis eram guardiães do Rio Nilo e representavam a fertilidade.
2ª.) A terra coberta por rãs – Heqt, a deusa-rã, era adorada por ser a protetora das colheitas.
3ª.) Infestação de piolhos – Seb era o deus egípcio que velava sobre a terra. Todo o pó da terra se transformou em piolhos.
4ª.) Enxame de moscas – Escarabreano, o besouro sagrado, impedia a praga dos insetos.
5ª.) Pestilência sobre os animais – Foi o confronto com Ápis, o touro sagrado, e Hator, a deusa-vaca. Ambos os deuses eram protetores dos animais.
6ª.) Úlceras nos homens e nos animais – Tifó era o deus que zelava pela saúde do povo.
7ª.) Chuva de pedras e fogo – Sho era o deus que cuidava da atmosfera; Reshpu era o  controlador dos relâmpagos; Tot, o deus da chuva e do trovão. Esta calamidade comprovou a ineficácia desses deuses.
8ª.) Praga dos gafanhotos – Serapia era o deus que cuidava das lavouras; Min protegia as colheitas.
9ª.) As trevas sobre a terra – Rá era o deus-sol, adorado por sua forte luz. Hórus era um deus solar. A nuvem de Deus cobriu o sol e estes deuses foram desmoralizados.
10ª.) A morte dos primogênitos – a mais devastadora de todas as pragas. Deus quis mostrar sua soberania a Faraó, e que o poder da vida e da morte pertencem a Ele.

Nesta última praga, vimos que Deus poupou seu povo, obediente ao aspergir o sangue dos cordeiros sobre os umbrais das portas de suas casas, a fim de impedir que o anjo da morte tocasse seus primogênitos.
As divindades do Egito foram confrontadas e derrotadas, ainda que os magos da corte tentassem reproduzir os milagres de Deus. Vimos também que os israelitas foram poupados, pois a cidade de Gosén, onde habitavam, não foi atingida pelas calamidades.
Apesar de todos estes sinais e maravilhas, este povo não tinha ainda discernimento de tudo o que Deus fizera e ainda faria para livrá-los de 400 anos de confinamento em terras estranhas. Seus corações ainda estavam contaminados pelas práticas de adoração aos deuses pagãos. Contudo, o principado que atuava na área de idolatria foi confundido e envergonhado, e o povo foi liberto da escravidão.

O povo de Deus está sempre sendo confrontado com forças malignas. Precisamos estar vigilantes e em oração para prevalecermos contra todas as ciladas que tentam nos prender ou nos destruir.
I Pe.5:8,9ª. – “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé”.