quinta-feira, 13 de outubro de 2022

ABALANDO OS CÉUS

 At.4:31 – “E, tendo orado moveu-se o lugar onde estavam reunidos, e todos ficaram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.”

Quando a igreja primitiva se reunia para orar, o chão tremia e os céus eram abalados, tamanha era a unção derramada naquele lugar. Porque será que nos dias atuais vemos muito pouco tais manifestações?

Segundo a carta à igreja de Éfeso, em Apocalipse (Ap.2:4), é devido ao abandono do primeiro amor. O Senhor quer as nossas primícias: “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e a demais coisas vos serão acrescentadas (Mt.6:33).”

Nos envolvemos com tantas coisas que esquecemos de Deus; e o Senhor está em busca dos verdadeiros adoradores, que o adorem em espírito e em verdade (Jo.4:23).

Mt.18:1 – “Naquela mesma hora chegaram os discípulos ao pé de Jesus dizendo: Qual é o maior no reino de Deus?”

A competição começava a tomar conta do coração dos discípulos, mas Jesus lhes deu uma grande lição de humildade e pureza de espírito:

Mat.18:3 – “E disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não fizerdes como meninos, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.”

A competição, a inveja, o medo, a arrogância impedem nosso crescimento espiritual e tiram a principal qualidade que nos direciona para o céu: a simplicidade de coração.

Mt.10:16 – “Sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.”

Prudência, simplicidade, perseverança, oração e união eram qualidades inerentes da primeira igreja:

At.2:42,43 – “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão e nas orações. E em toda alma havia temor e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.”

I Pe.2:1,2 – “Deixando todas as malícias, desejai o leite racional, não falsificado.”

Quando recebemos a palavra de Deus com o coração puro, estamos nos preparando para recebermos o alimento sólido, que é dado para os experimentados.

Hb.5:14 – “Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão dos costumes, tem os sentidos exercitados, para discernir tanto o bem como o mal.”

Portanto, precisamos abandonar o que é mau: malícia, engano, fingimento, inveja, críticas maldosas, murmurações, não fazem parte do plano de Deus!

Cuidado com a murmuração, porque é um vírus facilmente transmissível. Não devemos dar ouvidos ou concordar com os murmuradores: as más conversações corrompem os bons costumes (I Co.15:33).

Se quisermos ver os céus serem abalados através de nossa oração, precisamos de um coração puro e submisso à vontade de Deus.

 

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

A LISURA DE SAMUEL

I Sam.8:5 – “E disseram-lhe: Eis que já estais velho e teus filhos não andam pelos teus .caminhos: constitui-nos pois agora, um rei sobre nós;  para que nos julgue, como o tem todas as nações.”

Samuel foi o último juiz a julgar o povo de Deus. De idade avançada, tentou passar seu cargo aos seus filhos Joel e Abias, que não se comportavam com a mesma dignidade que seu pai, e portanto, foram rejeitados.

I Sam.8:4 – “Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, em Ramá.”

Mesmo surpreendido por esta reação, Samuel consultou ao Senhor, e esta foi sua resposta:

I Sam.8:7 – “Ouve a voz do povo em tudo o que vos disser, pois não estão rejeitando a ti, antes a mim me tem rejeitado, para eu não reinar entre eles.”

O Senhor pediu a Samuel explicar-lhes as consequências de aclamarem um rei:

Sam.8:11 – “Este será o costume do rei que houver de reinar sobre vós: ele tornará vossos filhos e os empregará para seus carros e para seus cavaleiros, para que corram diante de seus carros.”

Samuel tentou explicar que novamente seriam escravizados, mas não atentaram para seu alerta e insistiram:

Sam.8:19 – “Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel, e disseram: Não, mas haverá um rei sobre nós; e seremos como as demais nações, e o nosso rei nos julgará e sairá diante de nós para as nossas guerras.”

Vemos que a jurisdição de Samuel vinha diretamente do trono de Deus, mas todo o livramento que o Senhor lhes proporcionara, não era suficiente. Para variar, o povo queria se espelhar e se conformar com as diretrizes do mundo.

Diante disto, Samuel resignado lhes disse:

Sam.12:3 – “Eis-me aqui, testificai conta mim perante o Senhor e perante o seu ungido: A quem tomei um boi? A quem tomei um jumento? A quem defraudei? A quem tenho oprimido e de cuja mão tenho tomado presente e com ele encobri os meus olhos; e vô-lo restituirei.

Esta é a verdadeira ‘ficha limpa’ de um juiz,

Então o povo disse:

Sam.12:4 – “Em nada nos defraudaste, nem oprimiste, nem tomaste cousa alguma da mão de ninguém.”

Então Samuel falou:

Sam.12:5 – “ O Senhor seja testemunha contra vós, e o seu ungido seja hoje testemunha de que nada tendes achado em minha mão. E disse o povo: Seja testemunha.”

Mesmo  assim; Samuel não deixou de interceder pelo povo e afirmou:

Sam.12:22 – “Pois o Senhor não desamparará seu povo por causa de seu grande nome, porque aprouve ao Senhor fazer-vos vosso povo. E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor deixando de orar por vós; antes ensinarei o caminho bom e direito.”

Portanto nós, que estamos enfrentando uma batalha nestas eleições, possamos clamar a Deus, nosso justo juiz, que intervenha para que nossa vida seja estabelecida por um bom governo; sem corrupção e sem troca de favores, de acordo com a dignidade de um bom governante.

 

 

 

 

 

domingo, 2 de outubro de 2022

INDIGNAÇÃO COM OS POLÍTICOS

A sucessão de atos corruptos e malignos nos meios políticos nos deixam perplexos!

Diante de tantos deslizes e de tanta ambição vemos que o deus destes senhores é Mamon.

Na Palavra está escrito que não podemos servir a dois senhores. Mamon é o deus das riquezas.

Todos os meios ilícitos de alcançar o objetivo de quanto mais dinheiro melhor desfilam diante de nossos olhos e não sabemos avaliar sequer as cifras mencionadas em mensalões, em extorsões, em compras superfaturadas.

É dinheiro extraviado para drogas, o sistema bancário corrompido por lavagem de tal dinheiro, compra de armamentos para financiar o terrorismo, guerras inventadas com o objetivo de lucro para as empresas que produzem armas. Projeto de combate à fome, mas vemos os famintos morrendo de inanição.

As autoridades sendo corrompidas, a justiça silenciada pelo poder, e quem deve ser defendido, por ser testemunha de algum ato ilegal, passa a ser acusado e se reverte o quadro para réu e culpado.

Onde estão os valores ensinados por nossos pais, onde estão os princípios familiares herdados, de acordo com os quais bastava um fio de barba para que houvesse uma aliança de homens honestos, que cumpriam o que prometiam?

Onde está o senhorio de Cristo sobre estas vidas?

Roubo, falsidade e mentira é o padrão desta nova ordem. A solidariedade, o amor e a lealdade são padrões abandonados, esquecidos num passado distante. Nossas esperanças estão sendo frustradas diante de tantas falcatruas.

Mt.23:1,2 – “Então falou Jesus à multidão dizendo aos seus discípulos:Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e os fariseus.”

Faço um paralelo comparativo com a câmara dos deputados e senadores, que usam do seu poder representativo para emitirem as leis que regem nosso país.

Mt.23:3 – “Observai e praticai tudo o que vos disserem, mas não procedais em conformidade com suas obras, porque dizem e não praticam.”

Políticos de forma em geral tem um excelente discurso, mas seu procedimento muitas vezes, não correspondem aquilo que pregam:

É o conhecido façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço...

Estão tão envolvidos em práticas escusas de corrupção e roubo que nem mais nos surpreende suas atitudes.

Mt.23:4 – “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar e os põem aos ombros dos homens, eles porém, nem com o dedo querem movê-los.”

Realmente, o homem trabalhador e honesto é quem assume os encargos sociais, pagando os altos impostos para manter a mordomia desta porção de assaltantes.

Mt.23:5 – “E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens.”

São as obras faraônicas, muitas vezes incompletas e com superfaturamento, fazendo com que os que pagam o preço, se sintam roubados.

Mt.23:6,7 – “Amam os primeiros lugares, saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens: Rabi.”

A presunção, o orgulho e a vaidade é o que rege a vida destes que deveriam ser nossos servidores, pois foram homens eleitos pelo povo para assumirem estes postos para representar nossos anseios de uma vida melhor com mais recursos para a saúde, a educação e a boa ordem.

Neste discurso feito por Jesus sobre os escribas e fariseus, chamou-os de hipócritas. Podemos dizer que este cenário nos reporta ao que vivemos em nosso país, quando vemos diante de nossos olhos um desfile de mentiras e hipocrisias que nos deixam sem vontade para votar, pois está sendo muito difícil encontrar “a agulha” no meio deste palheiro.

Mt.23:25 – “Ai de vós escribas e fariseus hipócritas, pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e iniquidade.”

Mais uma vez está chegando o tempo das eleições...

O tempo em que somos obrigados a exercer a cidadania neste país pseudo- democrático, pois se realmente fosse democrático, o voto não seria obrigatório.

Que nesta oportunidade possamos avaliar a qualidade dos candidatos, se é que ainda restem alguns que mereçam nosso voto de confiança. Que possamos ter a sabedoria dos céus para que revertermos o atual estado pelo qual estamos passando.

 

 

 

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

INFANTILDADE ESPIRITUAL

I Co.13,11 – “Quando eu era menino, falava como menino, discorria como menino, mas logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”

Os lobos sempre atacam as ovelhas mais novas e fracas. Precisamos crescer e nos fortalecer para nos livrar dos predadores que se apresentam dóceis, compassivos e caridosos, cujo objetivo é nos atrair para o mal.

 Caímos nesta armadilha se não estivermos alicerçados na Palavra de Deus.

Mt.7:15 – “Acautelai-vos, porém dos falsos profetas, que vêm vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.”

Não podemos ser levados por falsas doutrinas que nos induzem ao pecado, e nos levam a continuar meninos na fé, ensinamentos que não produzem nosso crescimento espiritual. Para crescermos espiritualmente necessitamos de bons mestres, que nos levem à compreensão da Palavra de Deus. Não é o tempo que determina, mas sim o debruçarmos no ensino da Palavra de Deus, para verdadeiro entendimento de quem somos, diante de Deus.

Hb.5:12 – “Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feitos tais que necessitais de leite e não de sólido alimento.”

Alimentos líquidos, sem necessidade da mastigação, produzem infantilidade espiritual.

Para o completo discernimento oculto aos meninos, há a necessidade da disponibilidade de avançarmos na sã doutrina.

Hb.5:14 – “Mas o alimento sólido é para os perfeitos, os quais em razão do costume, tem os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.”

O exercício contínuo do aprendizado, nos transformam em adultos espirituais, aptos para transmitir as boas novas aos meninos e aos incrédulos, cumprindo a missão que nos foi destinada:

Mt.28:19 – “Ide e ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo.”

O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parece loucura; e não podem entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente (ICo.2:11).

Nossa fé não pode ser apoiada na sabedoria humana, que é regida de conformidade com o mundo e que aceita pacificamente suas imposições como verdades. Nosso filtro precisa ter conexão com o Espírito Santo.

I Jo:4:1 – “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque há muitos profetas que se tem levantado no mundo.”

O zêlo e a constância em busca da verdade nos transformam em adultos espirituais.