quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

NATAL FESTA DA FAMÍLIA

Aos 25 de dezembro festejamos o Natal como se fora para celebrar o nascimento de Jesus Cristo de Nazaré, o filho de Deus.
Considero o Natal uma festa da família, onde nos reunimos para comermos, bebermos e trocarmos mimos. Mas será que nos lembramos de Jesus? Do seu nascimento, da sua missão, do seu sofrimento, morte e ressurreição?
Se nos ater à data, veremos que seria impossível Jesus ter nascido em dezembro, numa manjedoura e exposto à intempérie, pois no hemisfério norte é época de um frio intenso. No capítulo 2 de Lucas relata-se a história do nascimento de Jesus:
Lc.2:1 – “E aconteceu que naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo mundo se alistasse”.
Este recenseamento não poderia acontecer num inverno rigoroso, pois as famílias se deslocavam para suas cidades de origem.
Esta data foi escolhida pelo papa Libério de Roma, no ano 440, cristianizando uma das grandes festas pagãs já existentes, e, neste dia: a festa da mitraica, que celebrava o natalis invictus solis (nascimento do sol vitorioso) ou o comumente conhecido solstício de inverno.
Lc.1:31 – “E eis que em teu ventre, conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus”.
Lc.1:36 – “E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e este é o sexto mês para aquela que era chamada estéril”.
Biblicamente podemos afirmar que Jesus foi gerado no sexto mês da gravidez de Isabel, mãe de João Batista, cujo pai, Zacharias, sacerdote do Senhor, tinha seu turno no mês de Tamuz, ocasião em que lhe foi dada profecia sobre o nascimento de seu filho. Esta data corresponde no calendário gregoriano ao período de 15 de junho a 15 de julho o que corresponderia que Jesus foi gerado entre o mês de dezembro/janeiro e seu nascimento ocorreu entre setembro/outubro.
Jo.1:14 – “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”
Is.9:6 – “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; o seu nome será Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, príncipe da Paz.”
Todas as profecias da bíblia foram ou serão cumpridas.
Não é meu desejo, com o exposto acima que se deixe de festejar o Natal, mas que esta se torne uma festa de grande importância cristã, de união familiar, reconciliação, perdão e uma festa direcionada para louvor e adoração do autor e consumador de nossa fé: JESUS.

sábado, 6 de dezembro de 2008

TIMÓTEO, O DISCÍPULO DE PAULO

II Tim.1:3 – "Dou graças a Deus, a quem sirvo com consciência pura, de que sem cessar faço memória de ti nas minhas orações, noite e dia.”
Timóteo foi um companheiro fiel a Paulo a partir de sua segunda viagem missionária Teve um papel de grande relevância, pois compartilhava com Paulo todos os seus bons e maus momentos, inclusive quando o apóstolo esteve preso em Roma.
Era considerado seu filho na fé, e na carta a ele dirigida, Paulo compara sua fidelidade a Deus à deste servo, incentivando-o a buscar a cada dia o conhecimento do alto.
Buscar o conhecimento de Deus é um dom que já existe em nós, foi-nos dado, mas permanece adormecido em nosso interior. Somos trazidos à realidade quando alguma fatalidade acontece; mas não deve ser assim!
II Tim.1:6 – “Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti.”
Nas circunstâncias de calamidade, clamamos: Meu Deus! Jesus! Esquecemos que Deus é um Deus presente em todas as circunstâncias. É quando estamos à beira do precipício que clamamos pelo socorro daquele que conhecemos só de ouvir falar (Jó 42:5).
Quando entendemos a importância de quem está à frente de nossas batalhas, temos ousadia para qualquer tipo de enfrentamento, pois contamos com aquele dom que já foi despertado em nós.
O Senhor tem um exército de anjos para lutar em nosso favor.
II Re.6:16 – “Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.”
Esse exército só esta disponível para os que crêem e conhecem quem está batalhando a nosso favor. Quando escolhemos, conhecemos e reconhecemos quem é o nosso General, já estamos a um passo da vitória. O exército de Deus é composto de anjos e homens e mulheres valentes, fortes no espírito e ousados na fé.
A batalha acirrada permite que Deus se apresente como ele é realmente: O Senhor dos Exércitos. Ele e nós formamos um todo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

ESTERILIDADE

No Antigo Testamento, a esterilidade era considerada um castigo, um mal, uma desgraça enfim: a falta da graça de Deus. Isso faz muito sentido se pensarmos que, já que o princípio da Criação, Deus deu este mandamento ao homem: “crescei e multiplicai-vos”.
A mulher estéril sentia-se discriminada pelas demais e angustiava-se com sua situação.
Uma história comovente relatada na Bíblia em I Samuel é a de Ana: casada com Elcana, um dos sacerdotes, ela não se conformava com a esterilidade. Além desse fardo, Ana ainda tinha de sofrer as zombarias da outra mulher de Elcana, Penina, que tinha filhos. Seu marido tentava consolá-la dizendo:
I Sam.1: 8 – “Então Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? Por que não comes? E por que está mal o teu coração? Não te sou eu melhor do que dez filhos?”
Seu sofrimento era tão intenso que, prostrada, clamava com prantos e gemidos por um filho, e fez um voto de que, se concebesse, o entregaria ao Senhor. Seu clamor foi ouvido pelo profeta Eli, que pensou que estivesse embriagada, tamanho era seu fervor. Ao ouvi-la, porém, entendeu sua amargura e profetizou:
I Sam 1:17- “Vai em paz: e o Deus de Israel te conceda a tua petição que lhe pediste.”
E assim nasceu Samuel, que se tornou o primeiro juiz de Israel.
Nessa época, a monogamia não era seguida com fidelidade, e as mulheres estéreis eram motivo de chacota das outras esposas produtivas. Por esta mesma razão, Sara, mulher de Abraão, precipitou-se em dar-lhe um filho, oferecendo sua escrava para gerá-lo. Ismael nasceu, mas não era dele que os descendentes das futuras gerações de Israel proviriam.
Rebeca, esposa de Isaque, também era estéril. Ele orou a Deus, que, ouvindo suas orações, fez que Rebeca concebesse os gêmeos Esaú e Jacó.
Gn.25:21 – “E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril, e o Senhor ouviu suas orações e Rebeca, sua mulher, concebeu.”
Raquel, esposa preferida de Jacó, também foi angustiada pela esterilidade, e espezinhada por sua irmã Léia, a aborrecida, que gerava filhos continuamente (teve quatro filhos seguidos). Teve inveja da fecundidade da irmã e usou do mesmo expediente de Sara: apresentou sua serva Bilha para que concebesse em seu lugar.
Gen.30:5 – “E concebeu Bilha, e deu a Jacó um filho.”
Toda vez que atropelamos os desígnios de Deus, temos que arcar com as consequências. A competição, o ciúme e a inveja não fazem parte dos planos do Senhor para as nossas vidas.
A dificuldade de gerar torna vulneráveis e sensíveis mulheres que tentam de alguma forma interferir nos projetos de Deus. Mas, em sua misericórdia, Deus sempre atende à oração do justo, e estas mulheres receberam a graça e o poder de Deus sobre elas, conceberam e deram à luz filhos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A HISTÓRIA DE RAABE

A tarefa transferida a Josué para tomar posse da terra prometida para os filhos de Israel , levou-o a enviar dois espias a cidade de Jericó, para obter estratégias de dominá-la.
Em Jericó habitava uma prostituta de nome Raabe, conhecida e conhecedora de todos os habitantes da cidade, e foi para lá que se dirigiram os dois espias.
Por ser notório todos os acontecimentos de milagres e livramentos com os filhos de Israel, esta mulher pagã temeu a Deus.
Jericó era uma cidade fortificada e logo que os guardiões do rei souberam que havia homens de Israel rondando a cidade, foram até a casa de Raabe para prendê-los.
Apesar de seu currículo não ser dos melhores, Raabe era uma mulher piedosa e resolveu esconder estes homens, procurados pela guarda real, não antes de fazê-los prometer que se a cidade fosse destruída, ela e seus familiares estariam à salvo.
Js.2:9 – “E disse aos homens: Bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desmaiados diante de vós. Agora pois, jurai-me, vos peço, pelo Senhor, pois que vos fiz beneficência, que vós também fareis beneficência ã casa de meu pai.”
Dentro de seu coração, Raabe já tinha um propósito de mudança de vida, para sair de suas tradições pagãs e pecaminosas.
Deus sempre recompensa aqueles que estão dispostos a mudar e não foi diferente com esta mulher, porque Ele não faz acepção de pessoas.
At.10:34 –“Ë, abrindo a boca, Pedro disse: Reconheço que Deus não faz acepção de pessoas.”
Raabe, através de sua disposição de esconder os espias, demonstrou uma fé espantosa, pois corria o risco de ser descoberta e sofrer os danos de seu ato.
Raabe era uma mulher pecadora, vivia no meio de um povo pagão, mas passou a crer no Deus de Israel como Deus verdadeiro e criador do céu e da terra, abandonando a idolatria.
Hb.11:31 –“Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias.”
Por sua atitude e fé teve o privilégio de ter sua história citada em cinco livros da bíblia: Josué, Mateus, Hebreus,Tiago e Salmos.
Agiu como intercessora daqueles que cuidou e obteve a salvação através de sua fé e renunciou à sua vida antiga. Da cidade de Jericó, somente sua casa, que ficava em cima do muro, permaneceu intacta.
Raabe teve o direito de receber nova identidade e foi contada entre os israelitas.
Casou-se com Salmon, príncipe em Israel e veio a ser ancestral do Messias, entrou para a genealogia de Jesus (Mt.1:5). Foi restaurada física e espiritualmente.