sábado, 12 de setembro de 2009

SANSÃO, O SUPER-HERÓI

Sansão foi um homem nascido pela vontade de Deus. Seu nascimento foi anunciado pelo anjo do Senhor, pois sua mãe era estéril.
Para se manter dentro dos padrões exigidos por Deus para ser um nazireu, isto é, um homem dedicado aos propósitos divinos, não poderia beber vinho, bebidas fortes nem cortar os cabelos. No entanto, por conviver com seus vizinhos filisteus, foi atraído pelo pecado!
Casou-se primeiramente com uma filistéia, mesmo sabendo que isto era contrário ao que a lei determinava.
Era um homem de uma força surpreendente e seus feitos são comparados aos de um super-herói.
Depois de convencer seus pais a acertarem seu casamento, no caminho encontrou um leão, que matou com suas próprias mãos. Ao retornar a casa, notou que a carcaça do leão continha uma colméia e bebeu de seu mel.
Vaidoso, durante seu casamento propôs um enigma aos jovens participantes, para que decifrassem seu feito:
Jz.14:14 – “Do que come saiu comida, e do forte saiu açúcar.”
Sua esposa, instigada pelos filisteus, acabou convencendo-o a contar-lhe o segredo do enigma: Sansão perdeu a aposta, que consistia de trinta vestimentas. A fim de pagar a aposta, foi a uma cidade próxima e matou trinta filisteus, tomando-lhes as vestes. Assim pôde pagar sua dívida. Ao retornar à casa de sua esposa, com a qual ainda não coabitara, viu que seu pai a havia entregue a outro jovem. Isto provocou-lhe tamanha ira que capturou trezentas raposas, e, amarrando-as de duas em duas pelas caudas, ateou-lhes fogo e soltou-as nas plantações dos filisteus, destruindo trigais, olivais e vinhas.
Este incidente familiar acabou se transformando em uma guerra. Por habitarem na mesma terra, então sob o jugo dos filisteus, os filhos da tribo de Judá resolveram entregar Sansão a fim de aplacar a ira dos inimigos. Ataram-no e entregaram-no aos filisteus, mas Sansão, na força do Espírito do Senhor, desvencilhou-se, e com uma queixada de jumento feriu mil homens.
A partir daí, Sansão julgou Israel por vinte anos.
Indo para Gaza, os gazitas, conhecendo seu poder e sua força, tentaram colocar-lhe armadilhas para destruí-lo, empregando espias para vigiá-lo. Para termos noção da força descomunal deste super-herói, Sansão arrancou os portais de Gaza, carregando-os até o cume do monte, a cerca de setenta quilômetros de distância.
Depois disto, Sansão, novamente atraído pelo pecado, apaixonou-se por Dalila, uma prostituta de Gaza, persuadida por seus conterrâneos a descobrir a origem de sua força. Foi atraído e traído por Dalila, que descobriu seu segredo e entregou-o nas mãos dos filisteus, que lhe cegaram os olhos e o submeteram à escravidão.
Sansão foi transformado num crente deformado, não só fisicamente, como espiritualmente. Exposto à humilhação pública, foi levado ao templo de Dagon, onde fez sua última oração: pediu que o Senhor restaurasse sua força para que pudesse libertar seu povo da opressão inimiga.
Foi atendido, e o templo de Dagon, deus dos filisteus, foi destruído, caindo sobre os seus príncipes e todo o povo que nele havia.
Jz.16:29,30 – “Abraçou-se Sansão com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa, e arrimou-se sobre ela com sua mão direita em uma e com sua mão esquerda na outra. E disse Sansão, morra eu com os filisteus. E inclinou-se com força e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que matou em sua morte do que os que matara em vida.”
Mesmo diante de tantos erros, o Senhor cumpriu o seu propósito na vida de Sansão, que teve a oportunidade de ser restaurado diante de Deus em seus últimos momentos de vida.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A LEI DO DESCANSO

Gn.2:2 – “E havendo Deus acabado no dia sétimo, a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.”
O descanso é sempre necessário e até mesmo na criação do mundo, o Senhor Deus descansou.
Quando nossas forças se exaurem precisamos de um tempo para descansar. Cansados nossos pensamentos e nossos reflexos são diferentes. Vemos que este princípio bíblico norteou desde a criação que é estendida não só ao trabalhador, como também à terra.
Lev.23 3a. – “Seis dias de trabalho se fará, mas o sétimo será o sábado de descanso.”
Lev.25 3a. e 4a.- “Seis anos semeará a tua terra, porém ao sétimo dará descanso para a terra.”
Até a terra precisa de descanso para que produza mais e melhor!
II Sam.21:15 – “Tiveram mais os filisteus uma peleja contra Israel: e desceu Davi e com ele seus servos: tanto pelejaram contra os filisteus que Davi se cansou.”
Desde a mais tenra idade Davi estava acostumado a enfrentar grandes desafios e, por ser um homem de guerra, nunca fugia ao combate. Sua vida foi marcada por grandes conquistas, mas após anos seguidos de enfrentamento e com o peso da idade, Davi estava vulnerável e cansado...
II Sam.21:16 – “E Isbi- Bosete, que era dos filhos do gigante e o peso de cuja lança tinha trezentos siclos de cobre, e que cingia uma espada nova, este intentou ferir Davi.”
Gigantes nunca havia sido problema para Davi, pois desde que abatera Golias com uma funda e em nome de Deus, nada o amedrontava.
II Sam.21:17 – “Porém Abisai, filho de Zeruia o socorreu, e feriu o filisteu, e o matou, então os homens de Davi juraram dizendo: Nunca mais irás a peleja conosco, para que não se apague a lâmpada de Israel.”
Não podemos desanimar quando enfrentamos grandes batalhas, porém, quando estamos cansados precisamos ter com quem contar! A intenção do inimigo e sempre nos ferir e aproveita a ocasião quando estamos cansados, porque quando estamos bem, enfrentamos com galhardia as dificuldades. Neste caso, vemos que o inimigo usou o gigante (Isbi-Bosete) mas Deus usou Abisai, para dar o livramento a Davi.
Sl.46:1 –“Deus é nosso refugio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”
Para sobreviver, quando estamos cansados temos um recurso especial:
Sl.91:1 – “Aquele que habita no Esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.”
Deus nos guarda em nossos momentos de cansaço e fraqueza e o nosso lugar de descanso é o Esconderijo do Altíssimo!
Jesus, depois da primeira multiplicação dos pães convidou seus discípulos para um momento de descanso:
Mc.6:31 – “E disse-lhes: Vinde vós aqui, à parte, a um lugar deserto e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo de comer.”
Precisamos de tempo de descanso e refrigério para renovar nossas forças, sem que nos falte o óleo do Espírito, que é a unção de Deus sobre nós.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PERSEVERAR OU RESISTIR

Rom.8:31 – “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”
Todos os nossos planos, projetos e sonhos, pra serem concretizados, precisam estar alinhados com a Palavra de Deus.
Muitos projetos naufragam por resistência maligna; mas para prevalecer, precisamos saber contra quem estamos lutando. Como saber se estamos lutando contra a maré ou quando devemos perseverar ou resistir?
I Re.22:49 – “E fez Josafá navios de Tarsis para irem a Ofir por causa do ouro; porém não foram, porque os navios se quebraram em Eziom-Géber.”
Por que isto aconteceu?
Os navios haviam sido construídos com a melhor madeira de Tarsis; o destino, Ofir, era onde havia ouro em abundância, mas o que estava errado era que o Senhor não estava aprovando este investimento pela aliança feita entre Josafá e Acabe, rei de Israel, que estava completamente fora dos padrões de Deus, desde que se casara com Jezabel.
Precisamos ser sensíveis para saber contra quem estamos lutando: se é contra Deus ou contra o inimigo.
O inimigo está sempre em ação buscando uma brecha para nos atacar, mas ao repreendermos, na autoridade do nome de Jesus, certamente ele fugirá de nós.
Mc.4:38 – “E ele estava na popa dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no dizendo: Mestre, não te dá que pereçamos? E ele despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança.”
Toda a tempestade vinda do maligno precisa ser repreendida. O Senhor sempre nos aponta o local que podemos aportar. Não devemos nadar, nadar e morrer na praia...
Paulo, ao ser mandado para Roma a fim de ser julgado, falou ao comandante do navio que a navegação seria perigosa, mas não lhe deram crédito.
At.27:14,15 – “Mas não muito tempo depois deu nela um pé de vento, chamado euro-aquilão, e sendo o navio arrebatado, e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixamos ir a toa.”
Não podemos medir força contra o vento, mesmo que nos pareçam brandos (At.27:13). Nossos barcos não podem ficar à deriva, precisamos saber ao certo com quem estamos lutando. Se for contra o inimigo teremos armas para combatê-lo, mas se for contra Deus, provavelmente não obteremos vitória.
Só devemos persistir se tivermos a direção certa de Deus, senão, devemos resistir.
Tg.4:7 – “Sujeitai-vos a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.”

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O INCOMUM DE DEUS

At.10:15 – “Não chames de comum ao que Deus purificou.”
Quando Pedro recebeu esta repreensão do Senhor ainda vivia preso às tradições religiosas. O Senhor não faz acepção de pessoas e seu maior anseio e que todos o conheçam e recebam a salvação.
A conseqüência da visão que Pedro teve estava diretamente ligada à salvação de Cornélio e seus familiares e amigos, mas Pedro, só depois de alertado por Deus reconheceu esta verdade.
At.10:34 – “E, abrindo Pedro a boca disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação o tema e obra o que é justo.”
Mesmo assim Pedro precisou se justificar perante toda a igreja que o criticava:
At.11:3 – “Entraste em casa de incircuncisos e comeste com eles.”
A circuncisão distinguia os judeus dos demais, mas Deus quer que esta marca de circuncisão seja dentro de nossos corações!
Jesus também sofreu em diversos momentos este tipo de crítica.
Mt.9:10,11 – “E aconteceu que estando ele em casa sentado a mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos. E os fariseus vendo isto, disseram aos seus discípulos: Porque come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?”
Mt.9:12 – “Jesus porém ouvindo disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os doentes.”
Não podemos ficar presos à tradições e costumes, precisamos entender o que é expandir o reino de Deus, sem discriminar as pessoas!
Mt.9:13 – “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício. Porque não vim para chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento.”
A justiça própria não levam ao conhecimento da grandeza e do amor de Deus. No sermão do monte o Senhor falou:
Mt.5:20 – “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrarás no reino dos céus.”
Até João Batista, primo de Jesus, que o havia batizado nas águas do Jordão, mesmo diante da grande manifestação do Espírito Santo mandou seus discípulos se certificarem se realmente Jesus era o Messias prometido.
Mt.11:2 – “ E, João, ouvindo do cárcere falar dos feitos de Cristo enviou dois discípulos a dizer-lhe: és tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?”
Os feitos ou os milagres de Jesus eram extraordinários, não havia motivo algum para que fosse colocado à prova, porque eram incomuns.
Mt.11:4 – “E Jesus respondendo-lhes: Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados e aos pobres é anunciado o evangelho.”
Fatos que pareçam sem valor, ou pessoas que nos passam despercebidas, não permanecem incógnitas para Deus, porque delas também pertence o reino dos céus.