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quinta-feira, 7 de junho de 2012

SEGUINDO EM FRENTE

A historia de Ló nos é relatada em Gênesis, quando Deus ordena a Abraão que deixe sua terra e sua parentela (Gen.12:1) e siga para onde o Senhor determinara.
Abraão levou consigo o seu sobrinho Ló, que estava sob sua responsabilidade desde que ficara órfão.
Gen.12:5 – "E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã, e saíram para irem à terra de Canaã.”
Durante este trajeto, houve um desentendimento entre os pastores de Abrão e Ló, e estes resolveram separar-se (Gen.13:7). Mesmo caminhando em direções opostas, Abrão nunca deixou de zelar pelo bem-estar de seu sobrinho...
Quando Deus determinou a destruição da cidade de Gomorra, local da habitação de Ló, o Senhor, antes de executar seu projeto, avisou Abrão:
Gn.18:17 – “Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra”.
Deus nunca faz nada sem revelar seus propósitos aos seus escolhidos, e Abraão, reconhecendo a longanimidade e a misericórdia de Deus, o inquiriu até à exaustão:
Gen.18:32 – “Disse mais: Ora não se ire o Senhor que ainda só esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez justos? E disse o Senhor: Não a destruirei por amor dos dez.”
Sabedor de que não havia nem dez justos na cidade, para avisar Ló do juízo já determinado, o Senhor mandou dois anjos com o seguinte recado:
Gen.19:15 – “Para que não pereças pela injustiça desta cidade.”
A ordem expressa era que saísse da cidade e não olhasse para trás (Gn.19:26).
Não parar e não olhar para trás é uma experiência que precisamos aprender. O passado não pode mover o presente; os fatos já vividos não nos levam a lugar nenhum. Ruins ou bons, não mudam o fluxo de nossas vidas, servem apenas como referência ou experiência para talvez não repetirmos os mesmos erros.
Is.43:18 – “Não vos lembreis das cousas passadas, nem considereis as antigas.”
Lc.17:32 – "Lembrai-vos da mulher de Ló".
Esta advertência nos lembra que a mulher de Ló, no episódio acima descrito, olhou para trás e transformou-se numa estátua de sal. Ao olhar para trás, ficou presa ao passado, temendo enfrentar o futuro.
Novidade de vida é para quem quer prosseguir desconsiderando o que já aconteceu. Temos que vencer os traumas, os medos, os ressentimentos, as dores... Tudo passa.
Sentimentos de injustiça não podem tomar conta de nossos corações, e Deus só pode fazer algo novo quando deixamos de olhar para trás.
Nossa vida tem que seguir em frente, não pode ficar paralisada.
Fil.3:13 – “Irmãos, quanto a mim, não o julgo que o tenha alcançado; mas uma coisa eu faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim.”
O caminho proposto para seguirmos adiante é o seguinte: a corrida não acabou, não podemos parar, precisamos seguir em frente. Olhar para trás ou parar atrasam nossa corrida rumo ao prêmio celeste.
Ef.3:14 – “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus, em Cristo Jesus.”
Ainda não cruzamos a linha de chegada, e os planos e os propósitos de Deus não podem ser interrompidos.



sábado, 5 de abril de 2008

ALIANÇA DE SAL

Lev.2:13 – “E toda a oferta de teus manjares salgarás com sal; e não deixarás faltar à tua oferta o sal do concerto com teu Deus; em toda a tua oferta oferecerás sal.”
O livro de Levítico nos traz instruções detalhadas das leis de Deus dadas a Moisés. A lei acima citada foi dada como determinação aos sacerdotes levitas para a apresentação das ofertas de manjares ao Senhor. Estas ofertas eram apresentadas a Deus como um ato de adoração e simbolizavam a dedicação e o fruto do trabalho de cada pessoa.
Sabemos que Aarão e seus descendentes da tribo de Levi não herdavam possessões de terras, e todos pertenciam à linha sacerdotal, cuidando do Templo e de tudo o que se referia a ele.
A expressão “aliança de sal” é usada aqui para designar esta aliança perpétua entre Deus e a tribo de Levi, estabelecendo que o sustento de toda a tribo viria das primícias e das ofertas alçadas oferecidas ao Senhor.
Nm.18:19 – “Todas as ofertas alçadas das santidades, que os filhos de Israel oferecerem ao Senhor, tenho dado a ti e a teus filhos e tuas filhas contigo, por estatuto perpétuo, concerto perpétuo de sal perante o Senhor, para ti e para tua semente.”
O sal desta aliança simboliza o elemento preservador e durável da lealdade divina.
II Cr.13:5 – “Porventura não vos convém saber que o Senhor Deus de Israel deu para sempre a Davi a soberania de Israel, a ele e a seus filhos, por uma aliança de sal.”
Vemos esta promessa concretizada através de Jesus, descendente da “raiz de Davi”.
O sal era uma mercadoria de grande importância no mundo antigo. O Império Romano pagava seus soldados com sal: daí surgiu a designação “salário”, usada até os dias atuais. No Oriente Médio, os nômades ainda comem “pão e sal” juntos, a título de fraternidade. Portanto, a aliança de sal significa fidelidade, segurança e durabilidade.
Além de temperar, o sal é usado como purificador dos alimentos.
No Novo Testamento, Jesus convocou seus discípulos a serem o sal da terra.
Mt.5:13 – “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar?”
Lc.14:34 – “Bom é o sal, mas se ele degenerar, com que se adubará?”
Como elementos preservadores, nós, cristãos, temos que manter nossas vidas saudáveis para servirmos de estimulação da sede de nossos irmãos!
Cl.4:6 – "A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que sabeis responder a cada um.”
Sl.19:14 – “Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante Tua Face.”
O sal provoca a sede, e nossa função como sal da terra é despertar esta sede espiritual!
II Re.2:21 – “Então saiu ele ao manancial das águas, e deitou sal nele, e disse: Assim diz o Senhor: sararei estas águas e não haverá nelas morte ou esterilidade.”
Quando somos salgados, podemos dizer que estamos curados, férteis e com a eternidade garantida.Todo cristão precisa assumir o compromisso de ter uma palavra temperada e agradável para responder àqueles que se aproximam de nós, transmitindo-lhes, como sal da terra, que a cura, a libertação, a salvação e a vida eterna nos foram dadas por Jesus.