terça-feira, 28 de julho de 2015

MIRIÃ, A GUARDIÃ DE MOISÉS


Cena da novela "Os Dez Mandamentos", da Rede Record


Ex.1:22 – “Então faraó ordenou a todo o seu povo: todos os filhos que nascerem dos hebreus lançareis no rio, mas todas as filhas guardareis com vida.”
Esta ordem expressa de faraó era uma estratégia para diminuir a população dos homens hebreus, por temor de uma rebelião desencadeada pelos maus tratos infligidos a esse povo escravizado.
Miriã, a irmã mais velha de Moisés, quando foi anunciada esta ordem, teve a feliz ideia de colocar seu irmão num cestinho betumado, isto é, impermeabilizado, e, pousando-o na água, direcionou-o ao local onde a princesa, filha de faraó, se banhava diariamente (Ex.2:48). Podemos dizer que Miriã foi uma grande estrategista ao salvaguardar a vida de Moisés. Ela ainda convenceu a princesa, depois de recolhido o bebê, a providenciar uma ama de leite para amamentá-lo. Esta ama de leite seria sua mãe, Joquebede. Assim, Moisés foi amamentado por sua mãe verdadeira, com quem aprendeu não só sua língua de origem, como foi instruído nos princípios básicos da lei de Deus – do único Deus verdadeiro.
Nm.26:59 – “Descendente da tribo de Levi, Joquebede (mãe de Arão, Miriã e Moisés)."
Miq.6:4 – "Certamente te fiz subir da terra do Egito e da casa da servidão, te remi e pus diante de ti Moisés, Arão e Miriã."
Desde seu chamado diante da sarça ardente, Moisés tomou à frente a libertação do povo de Deus, e Miriã foi uma companhia constante de seu irmão. Ela também era considerada profetisa.
Ex.15:20 – “Então Miriã, a profetisa irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão e todas as mulheres saíram atrás dela com danças.”
Estas danças acompanhadas de cantos de louvor ao Senhor ficaram conhecidas como “o cântico de Miriã”.
Sendo considerada uma líder, rebelou-se contra o irmão quando este tomou como mulher uma cusita (etíope), que era fora da linhagem (Nm.12:1.2).
Por sua atitude de rebelião, também compartilhada por seu irmão Aarão, foi atacada por lepra e ficou afastada durante sete dias da congregação. Mas a intercessão de Moisés diante de Deus a curou, e depois do período de purificação, voltou ao convívio de todos.
Miriã era muito estimada por Moisés, que ficou muito abalado com sua morte no deserto de Cades.


quarta-feira, 22 de julho de 2015

PUBLICANOS E FARISEUS


Lc.18:10 – “Dois homens subiram ao templo a orar: um era fariseu, e o outro, publicano.”
Fariseu: esta palavra significa separado para Deus. Os fariseus pertenciam a uma das principais seitas judaicas; eram também conhecidos como hasidini, ou seja, os santos de Deus. Reconhecidos e temidos pelo povo, transformaram-se em legalistas, exigindo que a severidade do Antigo Testamento, do “olho por olho, dente por dente”, fosse cumprida literalmente. Mas, quando eles mesmos tinham que cumpri-la por seus próprios delitos, tentavam contorná-la. Foi por este motivo que o Senhor Jesus os chamou de hipócritas.
Os publicanos pertenciam à classe dos cobradores de impostos: eram agentes do governo romano. Muitas vezes cobravam juros extorsivos, e por este motivo eram odiados pelo povo.
Esta parábola em que os dois homens se apresentam no Templo mostra o penitente publicano em contraste com o orgulhoso fariseu. Vemos que o fariseu estava se exaltando de suas boas qualidades, enquanto o publicano reconhecia sua própria miséria como pecador.
Qual destas orações atingiram o coração de Deus?
Para o Senhor, não existem dois pesos e duas medidas. Quando reconhecemos nossas fraquezas, certamente recebemos o perdão.
Rom.3:23 – “Todos pecaram e destituídos estão da gloria de Deus.”
A glória de Deus só se manifesta quando pedimos perdão e, ao sermos perdoados, agradecemos a Deus por sua graça e misericórdia. O Senhor nos aceita em qualquer situação, mas um coração sincero e agradecido jamais será rejeitado (Sl.51:17).
Mt.6:5 – “E, quando orardes, não sejais como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e nas esquinas das ruas para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.”
Quando somos arrogantes e confiamos em nossa justiça própria, podemos receber a exaltação dos homens, mas somente Deus sonda os corações (Sl;139:1).
Esta era a situação do fariseu: sua auto-estima estava sendo alimentada por homens, não por Deus.

A MULHER CANANÉIA



Mt.15:22 – “E eis que uma mulher cananéia saíra daquelas cercanias, e clamou: Senhor, filho de Davi, tem misericórdia de mim.”
Os cananeus eram amplamente conhecidos como idólatras e praticantes de atos totalmente contrários aos princípios de Deus, como sacrifícios humanos, imoralidade; eram de uma crueldade espantosa em tempos de guerra. Possuíam em seu território vários templos para suas cerimônias pagãs, onde seus deuses eram adorados em rituais sofisticados.
Jesus, ao ouvir este clamor, voltou-se para esta mulher e lhe disse:
Mt.15:24 – “Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas de Israel.”
A princípio, a promessa da vinda do Messias seria apenas para a casa de Israel, mas nós, como igreja, fomos inseridos em seu plano de salvação.
Esta mulher estava desorientada e havia ouvido falar de Jesus. Diante da enfermidade de um filho nos sentimos impotentes e buscamos a quem é capaz de nos ajudar, e clamamos a quem tudo pode: a mulher corria, clamava e gritava para que Jesus a atendesse.
Apesar de não ser judia, prostrou-se em adoração, surpreendendo até mesmo ao Mestre, quando ele lhe disse:
Mt.15:26 – “Não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-los aos cachorrinhos.”
A atitude de humildade da mulher cananéia tocou o coração do Senhor quando lhe respondeu:
Mt.15:27 – “Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa dos seus senhores.”
Aceitar as migalhas... Jesus percebeu que sua fé era grande e que havia se transformado de pedinte em adoradora.
Não importa quem seja, nem quais sejam as circunstâncias, basta crer.
Mt.15:28 – “Então lhe respondeu Jesus e lhe disse: Ó mulher! Grande é a tua fé, seja isso para contigo como tu desejas. E desde aquela hora sua filha ficou sã.”
Não precisamos ficar apenas com as migalhas, podemos ir mais além e alcançarmos o melhor de Deus quando entramos em adoração.
O Senhor está em busca dos verdadeiros adoradores: este é o projeto final de Deus.
Jo.4:23 – “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.”

sábado, 18 de julho de 2015

A VERDADE QUE NOS LIBERTA


Jo.8:32 – “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
A palavra de Deus é a verdade, e somente através dela podemos nos sentir totalmente livres, porque, ao conhecê-la, podemos reconhecer nossos pecados e por meio do arrependimento, da confissão e da aceitação do perdão seremos libertos de qualquer acusação que o inimigo possa tentar nos impingir.
O Senhor não nos liberta para sermos escravizados por religião, igreja ou pastor; pertencer a Jesus é ser livre.
Gl.2:4 – “E isto por causa dos falsos irmãos que se intrometeram, e secretamente entraram a nos espiar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus, para nos por em escravidão.”
Pedro foi escolhido para pregar as boas novas aos judeus, e Paulo aos gentios, porém os tradicionalistas da época não admitiam inovações e tentavam paralisar a liberdade que fora revelada a fim de colocar em servidão os novos convertidos (pela falta da circuncisão).
Não podemos nos sujeitar às ordens de outros crentes que querem interferir em nossa liberdade.
Gl.2:7 – “E, quanto aqueles que pareciam alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá, Deus não aceita aparência de homens). Esses, digo, pois, que pareciam alguma coisa, nada me comunicaram; destes, pelo contrário, quando viram o evangelho da incircuncisão me havia sido confiado, como a Pedro o da circuncisão.”
Se Jesus nos libertou, escolhendo-nos para sermos úteis ao ministério, e se estamos verdadeiramente firmados na sua palavra, não podemos nos sujeitar a palavras vindas de outros homens que se presumem homens de Deus. “Provai os espíritos”, adverte-nos Paulo.
O capítulo 13 do I Livro de Reis narra a história de um profeta que levava uma palavra ao rei Jeroboão, mas tinha ordens expressas de Deus para dar o seu recado e não comer pão, não beber água e nem voltar pelo mesmo caminho. Cercado pelo velho profeta da cidade, este insistiu para que se alimentasse e pousasse em sua casa, dizendo que o Senhor lhe havia dado esta nova ordem. Ao retornar ao seu destino, o novo profeta foi morto por um leão. Se tivesse tido a precaução de consultar ao Senhor não teria tido este fim trágico, mas se submeteu ao espírito de engano do velho profeta e se afastou da presença de Deus.
Jo.8:36 – “Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”