quarta-feira, 24 de março de 2010

COMPARANDO O MONTE SINAI AO MONTE SIÃO

Monte é lugar de revelação, de oração, de adoração, de sacrifício e de entrega.
Ex.19:1 – “Ao terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no mesmo dia vieram ao deserto de Sinai.”
Os filhos de Israel, depois de peregrinar pelo deserto, acamparam-se defronte ao Monte Sinai e aí, pela primeira vez, Deus fala a Moisés para transmitir seu recado ao povo.
Ex.19:5 – “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes o meu concerto, então sereis minha propriedade particular dentre todos os povos.”
Foi no Monte Sinai que Deus, revelando-se a Moisés, ofereceu aos seus eleitos a oportunidade de se aproximar Dele e ser transformado em um povo santo, constituído de reis e sacerdotes.
Ex.19:6 – “E vós me sereis um reino de sacerdotes e um povo santo.”
A dificuldade de se aproximar de Deus é provocada pelo medo, e vemos que a aproximação mesma tinha um limite:
Ex.19:12 – “E marcarás um limite do povo em redor dizendo: Guardai-vos que não subais ao monte nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar no monte certamente morrerá.”
O povo estava disposto a obedecer e todos responderam: Tudo o que o Senhor disser, faremos (Ex.19:8).
Precisamos sempre de limites. Até mesmo em nosso relacionamento secular de pais e filhos, há a necessidade de mantermos uma linha de disciplina.
O povo aguardava a direção de Deus com muito temor: a visão do monte fumegando trovões e relâmpagos, o sonido das buzinas os aterrorizava. Ficaram esperando Moisés descer do Monte Sinai com todas as instruções ditadas por Deus. No Monte Sinai, Deus impôs suas regras. A visão era tão terrível que até Moisés temeu e tremeu (Hb.12:21).
Os israelitas, aterrorizados, não quiseram receber as ordens diretamente de Deus e clamaram:
Ex.20:19,20 – “E todo o povo viu os trovões e relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando, e o povo vendo isto retirou-se e pôs-se de longe e disseram a Moisés: Fala tu conosco e ouviremos, e não fale Deus conosco para que não morramos.”
A aliança feita no Monte Sinai era para que o povo pudesse identificar a soberania de Deus. As leis impostas preparavam o povo para a disciplina e a observância, cujo objetivo era preparar a salvação que nos é dada através da fé (Hb.12:1,11).
Podemos dizer que as leis transmitidas a Moisés serviram de aio para nos conduzir a Cristo, para que fôssemos justificados pela fé (Gal.3:21,24).
Por isso, para chegarmos ao Monte Sião, precisamos do Nosso Senhor Jesus Cristo.
O Monte Sião representa a Nova Aliança, um novo tempo. Em Sião, Deus não impôs limites para nos aproximarmos do trono da graça: temos o livre acesso que nos foi aberto por Jesus, “o mediador da Nova Aliança”.
A graça de Deus é para quem quer recebê-la; não existe nada que possamos fazer para merecermos sua atenção. Nada nos vem por mérito, mas exclusivamente por graça.
O marco deste novo tempo é o sangue de Jesus derramado na cruz, fato que mudou a nossa história.
Hb.12:22 – “Mas chegaste ao Monte Sião e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém Celestial.”
As estruturas mundiais podem ser abaladas pois são transitórias, mas o reino de Deus para seus filhos é inabalável, eterno. O percurso pode ser longo, mas podemos pertencer a este reino, pois assim Deus nos constituiu.
Ap.1:5,6 – “E da parte de Jesus Cristo, que é fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Aquele que nos amou e em seu sangue nos lavou de todos os pecados e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai. A ele a glória e o poder para sempre. Amém.”

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