quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

ENCANTAMENTO





At.13:8 – Mas, resistia-lhes Elimas, o encantador, que assim se interpreta seu nome, procurando apartar da fé o proconsul.”
Em Atos, o livro dos Apóstolos relata-se que a palavra de Deus se difundia rapidamente, e quando Paulo anunciava a Jesus, um mágico e falso profeta tentou impedir que o proconsul aceitasse como verdade a sua pregação. Paulo, ao perceber sua intenção, movido pelo Espírito Santo o repreendeu:
At.13:10 – “Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?”
Elimas, também chamado de Barjesus, ficou temporariamente cego depois desta repreensão, por tentar se opor à verdade de Deus. Descrito como judeu (At.13:6) tinha grande influencia sobre Sérgio Paulo, governador romano da ilha, e ficou enciumado do evangelho pregado por Paulo e Barnabé, tentando desviá-lo da fé  cristã.
Encantamento é a prática da magia ou feitiçaria, refere-se a diferentes tipos de experiências sobrenaturais como a invocação de demônios, controle sobre espíritos maus. Muitas civilizações antigas se submeteram à estas práticas e, até hoje, muitos consultam os mortos, horóscopos e tarôs. Estas práticas são consideradas por Deus como abominação e foram proibidas aos hebreus.
Det.18:10 – “Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro. Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor.”
Esta lei foi dada à Moisés e também se referia a quem praticasse a necromancia, fosse apedrejado.
O encantador procura prender através de palavra de comando a quem se submete e aceita como verdadeiro este tipo de encantamento, que muitas vezes é hipnótico, levando as pessoas a obedecerem tais comandos, tornando-os por vezes homicidas.
A feiticeira de Endor que Saul procurou após a morte de Samuel trouxe um espírito familiar para que fosse dada uma palavra a Saul (I Sam.28:3,9).
Esta prática foi amplamente usada pelos reis do Egito e de Babilônia. Faraó usou-as para tentar combater as pragas do Egito (Gen.41:8,24).
Nabucodonosor, rei da Babilônia, consultou os mágicos para que seus sonhos fossem decifrados (Dn.1:20- 2:10), mas somente Daniel conseguiu decifrá-los.
Simão, o mágico vendo os prodígios feitos pelos apóstolos tentou comprar a unção do Espírito Santo (At.8,9-25).
Os exorcistas ambulantes, vendo também as maravilhas de Deus, através das mãos de Paulo, tentaram também falar e profetizar pelo nome de Jesus, mas foram envergonhados por um espírito malígno, fugindo nus e feridos.
At.19:15 – “Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo, mas vós quem sois?”
Precisamos sempre estar alerta quanto à estas manifestações, na palavra está escrito: provai os espíritos, para saber de onde  procedem.   

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